Entendendo a literatura científica

1. Não confie cegamente nos relatos da mídia ou da internet

A mídia frequentemente seleciona os achados mais sensacionalistas independente de seu mérito científico.

Os resultados de estudos individuais são publicados como conclusivos, sem levar em consideração as limitações oriundas da seleção dos participantes, da metodologia empregada, e da forma como os dados foram analizados.

Todo e qualquer estudo apresenta limitações. É impossível conduzir um”estudo perfeito”, que seja por si só conclusivo, e de forma definitiva.

2. Leve em consideração a fonte da informação

As revistas profissionais variam consideravelmente em termos de qualidade, padrões científicos e tipos de revisão.

Em qualquer publicação científica, os artigos devem ser submetidos no mínimo a uma revisão, processo pelo qual, antes de ser publicado, o trabalho é avaliado por um grupo de especialistas renomados. Na maioria dos casos, isto é feito às cegas, quer dizer, os revisores não são informados sobre quem são os autores dos trabalhos.

As revistas de boa qualidade mais frequentemente reprovam do que aprovam os artigos submetidos à sua apreciação, o que garante que só os melhores trabalhos serão publicados.

3. Não aposte todas as cartas no resultado de um único estudo

Como foi dito, todos os estudos têm limitações. Não existe um “estudo perfeito”. Se vários trabalhos chegam aos mesmos resultados, aí sim podemos ter mais confiança nas conclusões apontadas.

Por outro lado, se os resultados são diferentes em experimentos diferentes, um maior número de estudos se faz necessário.

4. Se possível, avalie como foi feita a seleção dos participantes de uma experiência

Os leitores podem ter a impressão que, uma vez que um grupo foi selecionado, os membros desse grupo são idênticos entre si.

A diferença em como as pessoas com TDA/H foram diagnosticadas pode levar a resultados dramaticamente diferentes de um estudo para outro.

(Attention Magazine, Agosto de 2004 – Sam Goldstein)

Veja também a seção Mitos.

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