O TDA/H na população carcerária

Os autores avaliaram 315 presos para verificar a presença de TDAH na infância e na idade adulta. Depois, examinaram 34 presos buscando verificar a ocorrência de TDAH e transtornos comórbidos. Finalmente compararam esses achados com 20 adultos do sexo masculino com TDAH e 18 controles sadios.
A prevalência encontrada de adultos com TDAH entre presos de longa permanência foi de 40%. Somente 2 entre 30 presos tinham recebido o diagnóstico de TDAH na infância.

Todos os casos identificados relataram Transtorno de Abuso de Drogas. Transtornos de humor e de ansiedade estiveram presentes em metade dos examinados. Transtorno do espectro do autismo, em um quarto dos casos.

Quase todos os presos examinados apresentaram Transtorno de Conduta seguida de Transtorno de Personalidade Anti-social.

Os presos com TDAH apresentaram mais sintomas na infância e idade adulta comparados com o grupo de pacientes com TDAH de uma clinica ambulatorial.

Numa análise das funções executivas os presos com TDAH tiveram piores resultados que os outros grupos.

Ylva Ginsberg, Tatja Hirvikoski e Nils Lindefors
Karolinska Institute, Sweden                                                                                                       BMC Psychiatry. 2010;10

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