Uma auto-avaliação breve em adultos

Através dos anos o diagnóstico de TDA/H tem sido freqüentemente limitado a crianças.
Tem havido, contudo clara evidência da persistência dos sintomas de TDA/H na idade adulta. Barkley (1995) fala em 50-60% de persistência. Klein e Mannuzza (1991), Weiss e Hechtman (1993) dizem que somente 30% das pessoas com o transtorno continuam preenchendo os critérios diagnósticos quando atingem a idade adulta.

Estabelecer o diagnóstico na idade adulta não é tão fácil quanto na infância. Informantes, como pais e professores, não são facilmente disponíveis. Em adultos, mais ainda que nas crianças, a taxa de comorbidade é bastante elevada, e a presença de abuso de drogas, transtornos do humor, transtornos da personalidade, complicam a avaliação.

Um ponto é amplamente aceito, é a existência prévia do quadro do TDA/H durante a infância.

Em função da necessidade de um instrumento breve de avaliação para TDA/H em adultos, os autores criaram a presente escala, tomando com base o “padrão ouro” de diagnóstico de TDA/H, que são os critérios diagnósticos do DSM-IV.

A amostra constou de 101 indivíduos tabagistas (o trabalho foi parte do Laboratório de Pesquisa de Nicotina) e com idade média de 33,7 anos.

Os resultados foram os seguintes:

1. A Escala AHA apresentou sensibilidade, especificidade, poder preditivo positivo e poder preditivo negativo adequados.

2. Os pontos de corte utilizados foram de 6 sintomas de cada grupo para crianças e de 4 sintomas de cada grupo para adultos.

3. A Escala AHA tem utilidade como um instrumento de avaliação breve e inicial em pessoas potencialmente com TDA/H. Não é um instrumento diagnóstico.

4. As auto-avaliações representam apenas uma parte de um procedimento mais amplo que deve incluir questionários, entrevistas, com os adultos e com outros observadores, dados objetivos, e eventualmente testes psicológicos.

5. Adultos são capazes de relatar corretamente seus sintomas de TDA/H da infância e da vida presente.

Mehringer, A. M. e col. Journal of Attention Disorders, março 2002, vol. 5 (4), pp: 223-231

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